Para a coordenadora do curso de Licenciatura Plena em Música da Unaerp, Erika de Andrade Silva, os benefícios desta lei tem aspectos físicos, afetivos, sociais e cognitivos. Entre eles a melhora da coordenação motora, desenvolvimento de memória, relação interpessoal e disciplina. De acordo com Erika, a preocupação agora é com a implementação da lei, pois para que haja ensino musical de qualidade é necessário instrumentação e qualificação profissional.
Em Ribeirão Preto, algumas escolas já vêm apresentando projetos que inserem música no dia a dia dos alunos. Um exemplo é a escola municipal Geralda de Souza Espin, no bairro Ribeirão Verde, onde a Banda Marcial, composta por alunos, trabalha com instrumentos de sopro e percussão sob a monitoria de João Ricardo Ferreira. Este projeto faz parte da Secretaria da Educação de Ribeirão e funciona desde 2004. Para João a iniciativa ajuda no desenvolvimento intelectual e, além disso, contribui na formação cultural dos alunos, que tem idade entre 9 e 20 anos. Além da Banda Marcial, a escola Geralda de Souza Espin oferece aulas de iniciação musical a partir da 4ª série do ensino fundamental, contudo a disciplina de Música não faz parte da grade curricular.
De acordo com o professor João Ricardo, a música pode despertar o interesse para outros assuntos. A integração da música com outras disciplinas ajuda o aluno a entender o mundo em que vive.
Editado por Thelma Lavagnoli
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